sábado, 19 de janeiro de 2008

Esturro

das duas uma, ou paro de pensar ou arranjo uma placa de refrigeração.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Época de Saldos

Alguém quer um padrasto?
...só p'ra saber

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

LC

Eu quero ser assim.
P'ra me veres,
p'ra me tocares,
p'ra te ficar no ouvido,
na alma,
na ponta dos dedos.
Sempre contigo.
Quero estar no piano,
no trompete,
na guitarra.
Não quero ser um Dó qualquer,
mas um Fá menor que só tu sabes tocar.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

bolas ja n escrevo nada de jeito....

ainda "ontem" escrevia cenas pseudo cómicas, agora é só merda meu...o John tem razão, eu ando à procura de qualquer coisa...cheira-me é que não é por aqui...


Carla, viro à direita ou dou a volta à rotunda?

velhos tempos..

Era eu criança sem a menor consciência do que era a vida, alheia a problemas, preocupações, trabalho...bons eram esses tempos que já la vão, em que nada me perturbava, em que só queria mesmo era ver o dragon ball e brincar com pollypockets. O resto era outro mundo, outra realidade que não a minha.
A perda abriu-me os olhos, tornei-me mais atenta e, consequentemente, mais desiludida com esta realidade que tao sofregamente ansiava.
Hoje, sou amarga e o meu sonho é sobreviver neste mundo estranho que todos os dias me choca. Sou revoltada, insatisfeita, triste. O que sobrou da menina é uma ferida aberta que infecta com o tempo, que sara em falso e que dói sem manifestar...


Acho que não consigo acabar isto...agora escrevo mesmo só por escrever, pra ver se pelo menos escrito isto faz algum sentido.

domingo, 9 de dezembro de 2007

ele diria que "nao sei quantas almas tenho" eu digo que tenho uma mas nao sei a quantas ando.

Dizem que fomos feitos à imagem d'Ele. Eu podia jurar que ele era esquizofrénico.
Tanta gente e ninguém é aquilo que era suposto ser, tantos heterónimos que Ele não soube fazer. Pessoa criou cinco para concretizar o que não conseguia ser. Ele parece-me bem, mas cobarde pois nunca se deixa ver.
As semelhanças servem para confundir, para iludir e enganar, a diferença é a realidade crua de quem não quer ver. O que se procura é o igual, mas a verdade é que o diferente é o pólo forte de uma pilha de gente que não se entende, nem na diferença e muito menos na semelhança.
Gostava de saber do que são forradas as paredes do outro ser, mas ele ignora-me e assim fica difícil saber. Julga-se superior, quando isso só o faz pequeno.
O amor é algo completamente estúpido e inventado, provavelmente por quem não tinha nada em que pensar ou então tinha falta de choro. Bastava bater com a cabeça numa parede, era dois em um, chorava e ficava a pensar nisso.
Coisa parva é também o atrapalhado, esse velho siamês do constrangimento, devia sair à rua num dia chuvoso e ser levado pelo vento.
Pessoa só tinha era razão quando disse que a literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida, de a simular. O romance é a história que nunca foi, o drama o eufemismo da experiência inacabada, que é como quem diz: "ainda tens muito que ralar".
E é com isso que passo o tempo simulado da escrita - a ignorar.
Quem me conhece diria que é preguiça, mas eu digo que dói mesmo pensar!
O que queria mesmo ignorar é arrogância do desigual, que tentando ser semelhante acaba marginal. Irrita estar pr'aqui a rimar mas se não fosse isto já me tinha ido deitar. Que é exactamente o que vou fazer agora depois de tanta merda pr'aqui descarregar.
A escrita é o autoclismo da alma, pena que o meu esteja a maior parte das vezes estragado, entope-se-me a hipófise e deixo de comandar. Penso tudo o que não devo e faço tudo o que é errado.

Dass! mundo complicado.